sábado, 5 de novembro de 2011

Motefobia - Medo de Mariposas e Derivados ( Micos Constantes)




O problema é que sou uma presidiária do meu medo e minha casa não é o lugar onde eu passo 24 horas do meu dia. Quando encontro esses bichos monstruosos (Bruxas, Borboletas, Mariposas etc...) é no mínimo Humilhante. Dia 03/11/2011 Estava eu em uma Reunião de amigos, tranquila e calma, brincando e conversando, quando de repente escuto uma menininha do meu lado dizendo: - Ai, uma borboleta! Eca..., foi quando olhei ao redor e nada encontrei quando olho pro chão, tá aquele monstro estalado próximo a mim a ponto de voar, foi como se sentisse o meu corpo paralisando e desfalecendo, parece que elas sentem meu cheiro, como se estivessem querendo me desafiar - Hei! Eu sou menor que você, mas você não tem coragem de me encarar medrosa! - obviamente eu não aceitei o desafio e depois de congelar por um segundo e voltar a mim, depois de ter lido os pensamentos daquele “ser” gigante e medonho para sua espécie, minha única reação foi ultrapassar todos os obstáculos (cadeiras e mesas) e sair correndo para o mais distante possível dela. 

     Depois da minha fuga alucinada em direção ao lugar mais seguro que nesse caso era o banheiro (*-* Rs), eu me dei conta de que existiam outros seres humanos ao meu redor, olhando fixamente pra mim tentando entender do que eu estava fugindo e porque eu estava gritando, claro que nenhum deles imaginaria que era por causa daquela simples borboleta, que pra eles é simples e que pra mim é pior do que um T.Rex. Quando estava a ponto de desmoronar, meu namorado (Marcelo- mas conhecido como Judeu) veio retirou aquele ”ser” do ressinto.  Foi a meu encontro e em vez de me sacanear (como achei que faria) ele me abraçou, e me protegeu daquilo tudo que estava acontecendo. Tá certo que eu sabia que tudo estava sendo cômido pra ele e pros demais, mas depois voltei ao meu juízo normal e fiquei melhor, estava abalada e sem graça por tudo que tinha acontecido, mas fazer o que né não tenho Motefobia porque quero. Depois a mesma menininha que me “alertou” sobre a borboleta veio um pouquinho assustada e me disse: - Eu não tenho medo de Borboleta! Ela é pequenininha não machuca, quer ver ? Pow, eu não sabia se ficava mas sem graça, se eu a esganava ou se ficava feliz pelo apoio de uma criança.

Só quem sofre de motefobia pode entender o que se passa na nossa mente quando nos deparamos com aquelas coisas e a descarga de adrenalina que corre por todo nosso corpo, tornando impossível de controlar nossos movimentos e atitudes, o lado mais primitivo do nosso ser é despertado e nós agimos por impulso e descontroladamente. E talvez, aconteça a mesma coisa quando o fenômeno 'borboletas na barriga' se manifeste, não deixam de ser borboletas e como não é possível identificar a forma física delas, para distingui-las de meras borboletas à horrendas mariposas, eu particularmente, optarei por fugir. 

     O fato é que, por incrível que pareça, surgiu enfim um assunto realmente interessante e no mínimo curioso na minha vida. Descobri que tenho motefobia.
Não, não fui ao médico. Não estou com uma doença terminal e talvez esse não será o motivo da minha morte. Motefobia na verdade é um tipo de fobia, mas especificamente fobia de mariposas e seus derivados, aquelas borboletas mas conhecidas como 'bruxas'. Elas são realmente muito feias e asquerosas e isso sempre me incomodou desde pequena. Mas nada comparado ao que me aconteceu nos últimos dias, mesmo porque nunca vi mariposas com tanta frequência como nos últimos dias.
   
   Quando era criança (nos meus 6 anos) eu não tinha medo delas  isso surgiu quando, apareceu uma Buxa na minha casa, ela era enorme marrom com “olhos” nas asas; Logo que a via chamei minha mãe pra mata- la, depois que minha mãe a derrubou ela foi na vizinha fazer não sei o que.... Dai como pensei que ela já estava morta e a peguei pra vê-la melhor....Quando abri sua imensas asas e vi aquele corpo felpudo e aquela cara horrenda decidi joga-la fora, mas foi tarde demais  que pensei isso, não sei se ela ressuscitou ou se despertou da pancada so me lembro que ela voou no meu rosto, colou  no meu pescoço e subiu no meu cabelo quando a puxei ela veio esmagada em minhas mãos; entrei em estado de choque, minha mãe tinha não havia chegado ainda, fiquei encostada no canto da varanda chorando querendo desesperadamente me limpar daquela imundice que me sujou tanto nas mão quando no pensamento e na alma, desde aquele dia nunca mais fui a mesma desde então quando via mariposas, sentia medo. Por diversos motivos, o apelido nada agradável de 'bruxa', tem o tamanho fora do normal pra uma borboleta, a aparência nada bonita,  a cor escura entre outras coisas. A questão é que não é comum ver um desses bichos, e foram muito poucas as vezes que vi delas na infância e era sempre um acontecimento muito raro e rápido, sempre tinha alguém pra espantar ou matar.
     De todos os insetos elas são as que menos me agradam. Elas estão por toda parte. Tudo isso de motefobia me abala muito, Só de pensar nelas e ouvir aquele barulho infernal das asas batendo, eu começo a tremer, me arrepio toda, parece que vou desfalecer.

    Logo eu, que sempre me considerei e era considerada pelos outros, tão corajosa pra uma mulher, me vejo com medo de borboletas. Mas nada posso fazer, só lamentar e esperar que essa época passe e nunca mais me depare com um desses bichos na minha frente.


    Provavelmente quando voltar a ler isso aqui, vou me considerar uma imbecil, talvez alguém que pare seu tempo pra ler isso, me considere uma imbecil. Mas só quem sente o medo, sabe o quanto ele assusta. Só peço que não me julguem. Muitas pessoas sentem medo da morte, de assaltos, de cobras, de altura, do escuro, da solidão, de injeção, de dentista, de ficar pobre... eu tenho medo apenas de mariposas.